domingo, 3 de Janeiro de 2010

SER COTA

Estas nunca se esqueceram da password do blog, da password da conta de correio, das respostas necessárias para as recuperar.... enfim! Por ironia quanto mais me esqueço de coisas mais me lembro da idade que tenho. Já sei que é assim com todos os cotas mas... que tenho eu com isso??!!

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

OH P'RA MIM! OH P'RA MIM!!

Falcão, jogador do F.C.P. marcou recentemente um golo com o calcanhar. Até eu, que não sou apreciadora de futebol, não pude passar sem dar atenção ao acontecimento - os comentários fizeram qualquer um dar atenção ao golaço!
Acontece que no mesmo dia outro jogador de um clube estrangeiro fez igual proeza. Era de esperar, que até pela coincidência, os profissionais que comentaram o acto de Falcão como um verdadeiro feito, referissem o facto, porque ainda por cima não é muito habitual.
Ao invés, são muito habituais entre nós estas injustiças. Há tanta gente a trabalhar com brio e mestria, cujos feitos nunca são noticiados ou elevados ao destaque que mereciam.
Tugas, lembrem-se do "oh! p'ra mim" (do Herman José?) e vão à luta. Não há justiça neste mundo e nem sempre os melhores ou todos os que merecem são premiados.

sábado, 5 de Setembro de 2009

M.I.T.O

M.I.T.O. - Mostra Internacional de Teatro de Oeiras, vai no seu terceiro dia. Há três dias que assisto a espectáculos de qualidade sem dispender nada mais que a energia necessária para sair de casa, uma vez que todos os espectáculos são gratuitos.
O espectáculo que vi hoje foi absolutamente fantástico. A descoberta das Américas, é protagonizado por Júlio Adrião, único actor em palco. Agarra desde o início o público e asim vai, in crescendum.
Absolutamente fantástica a interpretação do actor que valoriza um inteligente texto fazendo esquecer através de portentosa expressão corporal e mímica, o que é afinal o relato de episódios desumanos e sangrentos. O relato não deixa de ser feito - é portanto didatico mas divertidíssimo e uma tremendíssima lição do que é a arte de representar. Estão de parabéns a C.D.A. (Companhia de Actores) que organizou o evento e a C.M.O. que apoiou.

domingo, 16 de Agosto de 2009

ADEUS DOLOROSOS, SERENAS RECORDAÇÕES

29/03/1918
16/08/2009

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

MY STROKE of INSIGHT

Quem não teve de passar por hospitais como enfermo ou acompanhante ou quem já lidou com a doença de alguma forma, virá certamente a passar um dia.
A experiência vivida por Jill Bolte Taylor é de um A.V.C. e o relato é feito com mestria, dada a sua formação profissional. No entanto o livro fornece matéria fulcral quanto ao "lado humano", aquela parte que muitas vezes é substimada pelas equipas de saúde ou por quem tem que zelar por doentes, certamente por falta de consciência do que se passa pelo cérebro de quem por vezes nem comunicar consegue.
Por ser um trabalho de valor inestimável que expressa/grita esse aspecto tão negligenciado merece a divulgação por todos.
Recordo aqui o interessante livro do falecido escritor José Cardoso Pires - De Profundis, Valsa lenta - também baseado numa experiência pessoal .

sábado, 25 de Julho de 2009

GAIOLAS

Porque há pássaros que se mantêm nas gaiolas tendo a porta aberta? Às vezes nem sequuer são das douradas....

terça-feira, 21 de Julho de 2009

SOMOS DONOS DE NÓS?

A distanásia defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso. Curioso como há mais compaixão por um animal que esteja a sofrer que por um ser humano.
Que se lute por dar ao doente o melhor possível, sim! Indiscutível.
Mas, quanto pode aguentar quem sofre? Quem sabe quanto sofre o outro?
Há algo de sadismo neste "ser pela vida mesmo que o sofrimento se torne demasiado penoso".
Onde está a dignidade ou o aceitável de quem se degrada dia a dia apodrecendo, a quem a doença cava crateras no corpo já debilitado, a quem perdeu a autonomia, a quem deixa de poder comunicar, a quem resta apenas dormir sob efeitos dos sedativos para que a dor fuja?
Que tal pôr-se no lugar do outro?
Gostaria que lhe dissessem: vais viver penando até que a morte queira porque ninguém te vai ajudar?
Eu preferia ser dona de mim própria. Que sofra quem quiser.

terça-feira, 7 de Julho de 2009

ASSIM SENTINDO

Quando nasceste eu renasci.

Quando riste eu ri também.

Quando precisaste eu estava ali.

Quando te vi mal, eu rezei.

Alimentei-te

Cuidei-te

Protegi-te

Amei-te em todos os momentos, filha

Não te peço nada em troca

Pois teu sorriso já é meu paraiso.

Adaptado de poema de autor desconhecido

LIÇÃO DE VIDA

Mais uma vez o meu trilho se direcciona para o IPO. Mesmo sabendo que a única certeza que podemos ter - até ver - é que não somos eternos, a proximidade da morte, o saber que alguém que nos é querido partirá em breve derruba-nos sempre.
No entanto há partidas e partidas. A minha tia, com 91 anos, deitada na sua cama de hospital, atrelada a soro e medicamentos e cujo estado se deteriora dia a dia, continua a dar-nos lições de como apreciar a vida valorizando o que se tem de bom a cada momento e esquecendo os aspectos negativos.
Recebe-nos com prazer e pergunta-nos como estamos, querendo saber das nossas vidas...
Quando lhe dão banho rejuvenesce e diz deleitada e com um grande sorriso: que bem me soube este banho!
Conversa com gosto apesar de se irritar com a sua surdez recente;
Destapa com curiosidade o tabuleiro das refeições;
Pega numa revista e lê algo do seu interesse;
Para não estar isolada, caso não possamos visitá-la, vai aprender a utilizar o telemóvel, coisa que até agora tem rejeitado!
Se a dôr vem esforça-se por disfarçar para não nos apoquentar. Espera com paciência a vinda da enfermeira e fica radiante por fintar a dôr. Esquece-a logo que pode e aproveita da melhor maneira o tempo.
Quando estou com ela esqueço muitas vezes o seu estado.
Está-lhe no sangue. É um caso típico de quem segue a máxima: Se a vida só te dá limões, faz limonada!
Gosto das lições que dá com o seu exemplo e tento, como ela, esquecer o que pode vir por aí a aproximar-se...

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

POEMA SENTIDO

.......................
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
Extracto de um poema de José Régio/ Fotografia de Paulo Carneiro / Actriz Sandra Roque

sábado, 13 de Junho de 2009

SÓ PODIA SER ESCRITO POR UM HOMEM

Soneto de amor
Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...
Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
José Régio

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

TEMPO DE POESIA

Boa opção, assistir à 3ª edição do Espítio da Poesia espectáculo produzido pela CDA(10, 11, 12 e 13 de Junho), companhia cujo trabalho sigo com atenção e carinho.

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

MÃE NATUREZA

Uns dias em contacto com a Mãe-natureza e esquece-se o resto. Viram vedetas os coelhinhos, formigas, cegonhas, melros, pardais, sapos... Nós viramos crianças e, sai a lenga-lenga:

Sapo feião

Fez cocó

Junto ao portão.

Sapo é safado,

Desavergonhado

E porcalhão!

Sapo não sabe

Que a casa

É do João?

by Roqquinha

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

SINGULARIDADES DO PAÍS REAL

O Puorto é lindo, carago! E é mesmo, visto assim cá da outra margem.
Gente simpática, boa comidinha, bons preços. Aconselho uma escapadinha até lá. Pode ser que além de comprovar estes três factos tragam recordações que vos façam sorrir ou até gargalhar, com algum episódio do género deste:
Pensámos dar um giro num "combóiozito" para turistar. Aceitámos por isso um panfleto distribuído junto à Sé. O folheto informava que o passeio seria comentado em quatro línguas ou não! Isso mesmo - ou não! Claro que nos calhou o "ó não" o que não importava porque estavamos em casa. Durante o trajecto alguma informação houve, embora numa língua estranha. À la direita ficava isto, à la esquerda ficava aquilo...
Calculo que não serviu de muito aos turistas alemães que iam connosco mas também pareceram não se importar.
Este é o país real. Não pude deixar de rir no momento mas, não sei se deva. Portugal não sai lá muito bem na "fotografia". Não é a espanholar ou a vender gato por lebre que promovemos o turismo. Não raro, encontramos no estrangeiro gente formada em História a informar os turistas, promovendo ao melhor nível o seu país. Será que o nosso não merece o mesmo?

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

QUE SE CUMPRAM OS SONHOS!

São constantes
Os versáteis poetas.
Vivem a semear
Os extensos campos
Férteis d’alma…
E germinam
Como a semente
Em seu sonhar.
Assim navegam
Pelos sonhos
Sempre a buscar
O insólito,
Cavalgando
Como ginete
No dorso dócil
Da emoção.
Caminham
Pelo etéreo
Em busca
Da perfeição…
Para assim colher
Da rosa
O perfume,
Do sonho
A ilusão…
Luís Carlos Mordegane

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

PEQUENOS NADAS

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

QUANTO MAIS CONHEÇO OS HOMENS...

video

terça-feira, 31 de Março de 2009

REFORÇAR AS DEFESAS DO ORGANISMO

Num capítulo do seu livro "Anti-Cancro, um novo estilo de vida", David Servan-Schreiber - um médico que sobrevive a um cancro há 15 anos -indica a vantagem de reforçar as defesas do organismo, sendo uma das vias a alimentação. Indica alimentos que actuam como remédios, dá dicas de utilização, explica como actuam, qual o seu efeito. Trata-se de ajudar a prevenir o cancro e outras doenças e, de igual forma coadjuvar as terapias de quimio e radio. A leitura do capítulo sugeriu-me a elaboração da grelha que se segue. Clique sobre as páginas.
Outros factores que não a alimentação são referidos como fundamentais para a prevenção e combate ao cancro: aprender a viver sem stress, descontraindo, praticando exercício moderada e adequadamente, cultivando o bem-estar pessoal e as atitudes positivas perante a vida.

sexta-feira, 27 de Março de 2009

ÓLEO DE LINHAÇA E QUEIJO COTTAGE

DIETA DE JOHANNA BUDWIG

3 colheres de sopa rasas de óleo de linhaça; 6 colheres de sopa rasas de queijo cottage ou quark; Ligar/misturar com varinha mágica (mais ou menos 1 minuto). Se fôr necessário acrescentar 1 ou duas colheres de leite. Acrescentar 2 colheres de sopa de sementes de linhaça moídas (6 a 10 segundos) num moinho de café; Juntar também: bagas secas, congeladas ou frescas (mirtilos, framboesas, morangos, groselhas, arandos..); frutos secos (nozes, pinhões, amêndoas...) mas NÃO AMENDOINS; Juntar também frutos frescos (damascos, pêssegos, maçã, laranja...) – ½ a 1 fruto; Pode-se acrescentadar um nadinha de mel (máximo 3 a 5 colheres de chá/dia), aromas de baunilha, canela, sumo de laranja, de uva preta... Este é o preparado-base que faz parte da dieta da Drª J. Budwig. Complementa os tratamentos convencionais anti-cancro. É um óptimo pequeno-almoço ou lanche. Está conforme se pode ver na demonstração feita no link, à direita no Baú Actual (dieta de Johanna Budwig)

quinta-feira, 26 de Março de 2009

PERSONALIDADE DE UMA MATRAFONA

Os objectos podem cativar-nos por variadíssimos motivos: pela sua beleza, funcionalidade, valor estimativo, por lembrarem um momento especial, a pessoa que os ofertou, um local que queremos guardar para sempre na memória...
Outros há que nos cativam pela sua "personalidade". Não são funcionais ou bonitos, não fazem lembrar nada em especial mas é tal a sua personalidade que os respeitamos. A D. Mariquinhas (acima exibida) foi-me oferecida por alguém especial. Mãozinhas de gente pequena foram capazes de dar-lhe existência, esculpiram-na cheia de pormenores que considero interessantes. Mas, para além disso, é-me ainda mais preciosa pela sua "personalidade". Gosto disso nas pessoas e, ao que parece, nas matrafonas. Guardá-la-ei sempre.
É feia que chegue e tem ar de cuscovilheira. Lembra-me vagamente uma familiar que, suspeitei sempre, me detestaria.
Ao olhar para ela vem-me à memória a tartaruga dourada, de plástico (!!!), e olhos vermelhos que minha mãe guardou por uma vida. Devia simbolizar algo que nunca soubemos. O mistério dela, se é que havia, levou-o consigo.
Interrogar-se-ão futuramente sobre o mistério desta matrafona e dos segredos que guardará? Imagino que poderá servir de inspiração para produção de ficção diversa - "O mistério da matrafona feiosa"; "A boneca que dominou a mamã"; "Minha tia e a sua boneca foleira".... associando talvez a essa inspiração dúvidas a meu respeito.
Fica aqui declarado que não há mistério nenhum. A matrafona cativou-me e é tudo!